quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Projeto: O Texto e o Contexto em sala de aula
TEMA: Gêneros Textuais – formas concretas de participação social.
JUSTIFICATIVA:
O ensino dos diversos gêneros textuais que socialmente circulam entre nós, além de ampliar sobremaneira a competência lingüística e discursiva dos alunos, dá indicações sobre as inúmeras formas de participação social que eles, como cidadãos, podem ter fazendo uso da linguagem.
PROBLEMÁTICA:
Sabemos hoje que as práticas didático-pedagógicas de Língua Portuguesa precisam considerar a diversidade de textos existentes em nossa sociedade e levar em conta a necessidade de tornar nossos alunos competentes leitores e produtores de textos. Nosso desafio, enquanto responsáveis pelos processos de ensino-aprendizagem, está em criar situações de sala de aula que permitam aos alunos a apropriação desta diversidade.
È necessário que as práticas de leitura e de produção de texto ganhem sentido sem que o professor as transforme em situações voltadas, única e exclusivamente, para avaliação e correção.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
“Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero. Os vários gêneros existentes, por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura, caracterizados por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Pode-se ainda afirmar que a noção de gêneros refere-se a 'famílias' de textos que compartilham algumas características comuns, embora heterogêneas, como visão geral da ação à qual o texto se articula, tipo de suporte comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo em número quase ilimitado.”
Parâmetros Curriculares Nacionais, volume 2 - Língua Portuguesa (MEC, 1997)
Possenti (1996: p.20) afirma ainda que é necessário que os alunos “leiam produtivamente textos também variados: textos jornalísticos, como colunas de economia, política, educação, textos de divulgação cientifica em vários campos, textos técnicos”.
Segundo Soares (2000, p.42), letramento é estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita. [...] Letramento é prazer, é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições [...] Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir com a imprensa diária, fazer uso dela, selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as tiras de quadrinhos.
OBJETIVO GERAL:
Espera-se que o aluno amplie o domínio ativo do discurso nas diversas situações
comunicativas, de modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando suas possibilidades de participação social no exercício da cidadania.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Desenvolver no aluno a competência como leitor para obter informações, interpretar dados e fatos, recrear-se, recriar, comparar e compreender textos.
• Promover o saber como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos, reconstruindo o modo pelo qual se organizam.
• Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos.
• Oportunizar a leitura e análise de uma grande variedade de textos/ gêneros textuais e seus respectivos portadores;
• Apropriar-se dos conhecimentos lingüísticos em processos de reflexão e operação sobre a linguagem, em práticas contextualizadas de leitura e produção de textos.
METODOLOGIA:
Partindo do pressuposto de que a apropriação dos gêneros discursivos, pelos nossos alunos, não pode estar limitada ao que os livros didáticos trazem, nem ao que oferecem como atividades, iremos centrar nossa discussão em projetos didáticos realizados em salas de aula, cujo eixo central esteja relacionado ao exercício da linguagem oral, à leitura e produção de textos dos mais variados gêneros.
Estaremos, para isso, utilizando a tabela sugerida nos Parâmetros Curriculares
Nacionais – Língua Portuguesa:
GÊNEROS PRIVILEGIADOS PARA A PRÁTICA DE ESCUTA e LEITURA DE TEXTOS
LINGUAGEM ORAL
• LITERÁRIOS: cordel, causos e similares
texto dramático
canção
• DE IMPRENSA: comentário radiofônico
entrevista
debate
depoimento
• DIVULGAÇÃO: exposição
CIENTÍFICA seminário /debate
palestra
• PUBLICIDADE: propaganda
LINGUAGEM ESCRITA
• LITERÁRIOS: conto
novela
romance
crônica
poema
texto dramático
• DE IMPRENSA: notícia
editorial
artigo
reportagem
carta do leitor
entrevista
charge e tira
• DIVULGAÇÃO: verbete enciclopédico
CIENTÍFICA relatório de experiências
didático (textos, enunciado de questões)
artigo
• PUBLICIDADE: artigo
propaganda
GÊNEROS SUGERIDOS PARA A PRÁTICA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS
LINGUAGEM ORAL
• LITERÁRIOS: canção
textos dramáticos
• DE IMPRENSA: notícia
entrevista
debate
depoimento
• DIVULGAÇÃO: exposição
CIENTÍFICA seminário
debate
INGUAGEM ESCRITA
• LITERÁRIOS: crônica
conto
poema
• DE IMPRENSA: notícia
artigo
carta do leitor
entrevista
• DIVULGAÇÃO:
CIENTÍFICA relatório de experiências
esquema e resumo de artigos de verbetes
de enciclopédia
RECURSOS MATERIAIS:
• Textos e atividades de todos os AAAs de acordo com o nível da turma;
• Jornais do município e de circulação nacional;
• Revistas em quadrinhos;
• Revistas informativas (Veja, Época, etc);
• Revista Ciências Hoje da criança;
• Livros da biblioteca: de contos, crônicas, romances, poemas.
PRODUÇÃO COM APOIO:
Para os alunos com maiores dificuldades na produção de texto, iniciaremos o trabalho com a produção com apoio como sugerido no PCN – Língua Portuguesa- 3º e 4º ciclo/Ensino fundamental:
A constatação das dificuldades inerentes ao ato de escrever textos — dificuldades decorrentes da exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo — requer a apresentação de propostas para os alunos iniciantes que, de certa forma, possam “eliminar” algumas delas, para que se concentrem em outras. É importante que essas situações sejam planejadas de tal forma que os alunos apenas se preocupem com as variáveis que o professor priorizou por se relacionarem com o desenvolvimento do conteúdo em questão. Por exemplo:
• reescrever ou parafrasear bons textos já repertoriados mediante a leitura;
• transformar um gênero em outro: escrever um conto de mistério a partir de uma notícia policial e vice-versa; transformar uma entrevista em reportagem e vice-versa, etc.;
• produzir textos a partir de outros conhecidos: um bilhete ou carta que o personagem de um conto teria escrito a outro, um trecho do diário de um personagem, uma mensagem de alerta sobre os perigos de uma dada situação, uma notícia informando a respeito do desfecho de uma trama, uma crônica sobre acontecimentos curiosos, etc.;
• dar o começo de um texto para os alunos continuarem (ou o fim, para
que escrevam o início e o meio);
• planejar coletivamente o texto (o enredo da história, por exemplo) para que depois cada aluno escreva a sua versão (ou que o façam em pares ou trios).
REVISÃO DE TEXTO:
Revisão de texto é o conjunto de procedimentos por meio dos quais um texto é trabalhado até o ponto em que se decide que está, para o momento, suficientemente bem escrito. Pressupõe a existência de rascunhos sobre os quais se trabalha, produzindo alterações que afetam tanto o conteúdo como a forma do texto.
Para tanto, precisam aprender a detectar os pontos onde o que está dito não é o que se pretendia, isto é, identificar os problemas do texto e aplicar os conhecimentos sobre a língua para resolvê-los: acrescentando, retirando, deslocando ou transformando porções do texto, com o objetivo de torná-lo mais legível para o leitor.
A revisão de texto, como situação didática, exige que o professor selecione em quais aspectos pretende que os alunos se concentrem de cada vez, pois não é possível tratar de todos ao mesmo tempo.
É interessante utilizar, também, textos alheios para serem analisados coletivamente, ocasião em que o professor pode desempenhar um importante papel de modelo de revisor, colocando boas questões para serem analisadas e dirigindo o olhar dos alunos para os problemas a serem resolvidos.
CRONOGRAMA:
O projeto será desenvolvido durante o 1º semestre de 2010.
No primeiro mês privilegia-se os gêneros literários. Teremos a semana do conto, do romance, do poema, da crônica, do texto dramático.
No segundo mês é a vez dos textos de imprensa. Teremos a semana da notícia, do artigo, da carta do leitor, da entrevista, etc
No 3º mês trabalharemos com textos de divulgação científica e no 4º mês com textos de publicidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais (de 1a a 4a séries e de 5a a 8a séries). Brasília, SEF/MEC, 1997/1998.
KAUFMAN, Ana Maria & RODRIGUEZ, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre, ArtMed, 1995.
Maria Irene. "Correspondências: um bom incentivo à leitura e a escrita". Projeto Produção de texto através de correspondência. Escola de ensino fundamental Odylo Álvares de Souza, Rio Largo/ Alagoas, 2001.
MAIA, Ângela Maria dos Santos. O Texto poético: leitura na escola. Maceió: Ed. UFAL, 2001.
JUSTIFICATIVA:
O ensino dos diversos gêneros textuais que socialmente circulam entre nós, além de ampliar sobremaneira a competência lingüística e discursiva dos alunos, dá indicações sobre as inúmeras formas de participação social que eles, como cidadãos, podem ter fazendo uso da linguagem.
PROBLEMÁTICA:
Sabemos hoje que as práticas didático-pedagógicas de Língua Portuguesa precisam considerar a diversidade de textos existentes em nossa sociedade e levar em conta a necessidade de tornar nossos alunos competentes leitores e produtores de textos. Nosso desafio, enquanto responsáveis pelos processos de ensino-aprendizagem, está em criar situações de sala de aula que permitam aos alunos a apropriação desta diversidade.
È necessário que as práticas de leitura e de produção de texto ganhem sentido sem que o professor as transforme em situações voltadas, única e exclusivamente, para avaliação e correção.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
“Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero. Os vários gêneros existentes, por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura, caracterizados por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Pode-se ainda afirmar que a noção de gêneros refere-se a 'famílias' de textos que compartilham algumas características comuns, embora heterogêneas, como visão geral da ação à qual o texto se articula, tipo de suporte comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo em número quase ilimitado.”
Parâmetros Curriculares Nacionais, volume 2 - Língua Portuguesa (MEC, 1997)
Possenti (1996: p.20) afirma ainda que é necessário que os alunos “leiam produtivamente textos também variados: textos jornalísticos, como colunas de economia, política, educação, textos de divulgação cientifica em vários campos, textos técnicos”.
Segundo Soares (2000, p.42), letramento é estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita. [...] Letramento é prazer, é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições [...] Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir com a imprensa diária, fazer uso dela, selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as tiras de quadrinhos.
OBJETIVO GERAL:
Espera-se que o aluno amplie o domínio ativo do discurso nas diversas situações
comunicativas, de modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando suas possibilidades de participação social no exercício da cidadania.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Desenvolver no aluno a competência como leitor para obter informações, interpretar dados e fatos, recrear-se, recriar, comparar e compreender textos.
• Promover o saber como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos, reconstruindo o modo pelo qual se organizam.
• Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos.
• Oportunizar a leitura e análise de uma grande variedade de textos/ gêneros textuais e seus respectivos portadores;
• Apropriar-se dos conhecimentos lingüísticos em processos de reflexão e operação sobre a linguagem, em práticas contextualizadas de leitura e produção de textos.
METODOLOGIA:
Partindo do pressuposto de que a apropriação dos gêneros discursivos, pelos nossos alunos, não pode estar limitada ao que os livros didáticos trazem, nem ao que oferecem como atividades, iremos centrar nossa discussão em projetos didáticos realizados em salas de aula, cujo eixo central esteja relacionado ao exercício da linguagem oral, à leitura e produção de textos dos mais variados gêneros.
Estaremos, para isso, utilizando a tabela sugerida nos Parâmetros Curriculares
Nacionais – Língua Portuguesa:
GÊNEROS PRIVILEGIADOS PARA A PRÁTICA DE ESCUTA e LEITURA DE TEXTOS
LINGUAGEM ORAL
• LITERÁRIOS: cordel, causos e similares
texto dramático
canção
• DE IMPRENSA: comentário radiofônico
entrevista
debate
depoimento
• DIVULGAÇÃO: exposição
CIENTÍFICA seminário /debate
palestra
• PUBLICIDADE: propaganda
LINGUAGEM ESCRITA
• LITERÁRIOS: conto
novela
romance
crônica
poema
texto dramático
• DE IMPRENSA: notícia
editorial
artigo
reportagem
carta do leitor
entrevista
charge e tira
• DIVULGAÇÃO: verbete enciclopédico
CIENTÍFICA relatório de experiências
didático (textos, enunciado de questões)
artigo
• PUBLICIDADE: artigo
propaganda
GÊNEROS SUGERIDOS PARA A PRÁTICA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS
LINGUAGEM ORAL
• LITERÁRIOS: canção
textos dramáticos
• DE IMPRENSA: notícia
entrevista
debate
depoimento
• DIVULGAÇÃO: exposição
CIENTÍFICA seminário
debate
INGUAGEM ESCRITA
• LITERÁRIOS: crônica
conto
poema
• DE IMPRENSA: notícia
artigo
carta do leitor
entrevista
• DIVULGAÇÃO:
CIENTÍFICA relatório de experiências
esquema e resumo de artigos de verbetes
de enciclopédia
RECURSOS MATERIAIS:
• Textos e atividades de todos os AAAs de acordo com o nível da turma;
• Jornais do município e de circulação nacional;
• Revistas em quadrinhos;
• Revistas informativas (Veja, Época, etc);
• Revista Ciências Hoje da criança;
• Livros da biblioteca: de contos, crônicas, romances, poemas.
PRODUÇÃO COM APOIO:
Para os alunos com maiores dificuldades na produção de texto, iniciaremos o trabalho com a produção com apoio como sugerido no PCN – Língua Portuguesa- 3º e 4º ciclo/Ensino fundamental:
A constatação das dificuldades inerentes ao ato de escrever textos — dificuldades decorrentes da exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo — requer a apresentação de propostas para os alunos iniciantes que, de certa forma, possam “eliminar” algumas delas, para que se concentrem em outras. É importante que essas situações sejam planejadas de tal forma que os alunos apenas se preocupem com as variáveis que o professor priorizou por se relacionarem com o desenvolvimento do conteúdo em questão. Por exemplo:
• reescrever ou parafrasear bons textos já repertoriados mediante a leitura;
• transformar um gênero em outro: escrever um conto de mistério a partir de uma notícia policial e vice-versa; transformar uma entrevista em reportagem e vice-versa, etc.;
• produzir textos a partir de outros conhecidos: um bilhete ou carta que o personagem de um conto teria escrito a outro, um trecho do diário de um personagem, uma mensagem de alerta sobre os perigos de uma dada situação, uma notícia informando a respeito do desfecho de uma trama, uma crônica sobre acontecimentos curiosos, etc.;
• dar o começo de um texto para os alunos continuarem (ou o fim, para
que escrevam o início e o meio);
• planejar coletivamente o texto (o enredo da história, por exemplo) para que depois cada aluno escreva a sua versão (ou que o façam em pares ou trios).
REVISÃO DE TEXTO:
Revisão de texto é o conjunto de procedimentos por meio dos quais um texto é trabalhado até o ponto em que se decide que está, para o momento, suficientemente bem escrito. Pressupõe a existência de rascunhos sobre os quais se trabalha, produzindo alterações que afetam tanto o conteúdo como a forma do texto.
Para tanto, precisam aprender a detectar os pontos onde o que está dito não é o que se pretendia, isto é, identificar os problemas do texto e aplicar os conhecimentos sobre a língua para resolvê-los: acrescentando, retirando, deslocando ou transformando porções do texto, com o objetivo de torná-lo mais legível para o leitor.
A revisão de texto, como situação didática, exige que o professor selecione em quais aspectos pretende que os alunos se concentrem de cada vez, pois não é possível tratar de todos ao mesmo tempo.
É interessante utilizar, também, textos alheios para serem analisados coletivamente, ocasião em que o professor pode desempenhar um importante papel de modelo de revisor, colocando boas questões para serem analisadas e dirigindo o olhar dos alunos para os problemas a serem resolvidos.
CRONOGRAMA:
O projeto será desenvolvido durante o 1º semestre de 2010.
No primeiro mês privilegia-se os gêneros literários. Teremos a semana do conto, do romance, do poema, da crônica, do texto dramático.
No segundo mês é a vez dos textos de imprensa. Teremos a semana da notícia, do artigo, da carta do leitor, da entrevista, etc
No 3º mês trabalharemos com textos de divulgação científica e no 4º mês com textos de publicidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais (de 1a a 4a séries e de 5a a 8a séries). Brasília, SEF/MEC, 1997/1998.
KAUFMAN, Ana Maria & RODRIGUEZ, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre, ArtMed, 1995.
Maria Irene. "Correspondências: um bom incentivo à leitura e a escrita". Projeto Produção de texto através de correspondência. Escola de ensino fundamental Odylo Álvares de Souza, Rio Largo/ Alagoas, 2001.
MAIA, Ângela Maria dos Santos. O Texto poético: leitura na escola. Maceió: Ed. UFAL, 2001.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A Linguagem figurada
Abertura:
Exibição do documentário "Línguas- Vidas em Português"
- análise do filme e comentários por todos os cursistas relacionando as questões abordadas no TP1 - Língua e Cultura e as "várias línguas em português"
Abordagens tp2:
. Linguagem figurada
. A expressividade da linguagem cotidiana:
- a comparação, a metáfora, a metonímia
. Figuras e linguagem literária
- a personificação, a hipérbole, a antitese e a ironia
. Elementos sonoros e sintáticos da expressividade:
- a aliteração, a onomatopéia e o pleonasmo
Orientação para o "Avançando na prática" em sala de aula.
Exibição do documentário "Línguas- Vidas em Português"
- análise do filme e comentários por todos os cursistas relacionando as questões abordadas no TP1 - Língua e Cultura e as "várias línguas em português"
Abordagens tp2:
. Linguagem figurada
. A expressividade da linguagem cotidiana:
- a comparação, a metáfora, a metonímia
. Figuras e linguagem literária
- a personificação, a hipérbole, a antitese e a ironia
. Elementos sonoros e sintáticos da expressividade:
- a aliteração, a onomatopéia e o pleonasmo
Orientação para o "Avançando na prática" em sala de aula.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Biografia Pessoal
Biografia pessoal
No dia seis de julho de mil novecentos e cinqüenta e quatro na casa do senhor Lourenço e Dona Antonia, numa fria manhã de inverno ouviu-se um choro de um bebê.
- È uma menina, dizia a parteira!
- É mais uma menina, dizia a vizinha!
Aquele choro manso daquela criança não surpreendeu muito a vizinhança. Pudera!!! Era a décima primeira filha daquele casal que ao final teve doze filhos - cinco meninos e sete meninas.
Assim nasceu Eliana Alves de Souza, filha de Lourenço Izídio Alves e Antonia Lopes Alves , na cidade de Itapetinga – Bahia.
Seus pais eram naturais de Bom Conselho (PE), cidade em que nasceram a maioria de seus irmãos. No entanto, seu Lourenço desejou mudar de Estado e resolveu tentar a sorte em Itapetinga onde nasceu seus quatro últimos rebentos, todos do sexo feminino.
Aquela menina, miúda e sempre muito tímida, cresceu acostumada com a casa cheia de irmãos mais velhos e cercada de muita gente.
Sua mãe era costureira, sempre muito atarefada com as encomendas e afazeres domésticos, por isso, eram suas irmãs que cuidavam de Eliana, que lhe davam banho e lhe chamavam de Lia ou às vezes de pinguinho do i.
- Vêm cá, pinguinho do i, tomar banho!
Lia, desde pequenina, gostava de fingir que estava lendo para imitar seus irmãos, começou a ler muito cedo e até hoje gosta muito de ler.
Seu Lourenço não quis ficar na Bahia e resolveu mudar-se para o Espírito Santo com toda sua famíla. E foi no município de São João do Sobrado, no Espírito Santo, que Eliana foi à escola pela primeira vez e fez o curso primário.
Mas, seus pais, não gostaram daquele pequeno município porque não oferecia muitas perspectivas de vida para tantos filhos e mais uma vez resolveram arrumar as malas e dessa vez partiram para uma “cidade grande”, Belo horizonte, capital de Minas Gerais.
- Daqui eu só saio para o cemitério, assim mesmo carregado, dizia seu Lourenço.
E foi em Belo Horizonte que Eliana foi crescendo, fez o colegial e o segundo grau, casou-se e tornou-se mãe de quatro filhos. Graduou-se em Letras porque tem uma longa história de amor com a literatura e hoje é professora, coisa que ela faz com grande prazer.
Mas essa história não termina aqui, há uma longa trajetória ainda pela frente e muitas linhas dessa folha para ser preenchida.
ASSIM ESPERO!!!
No dia seis de julho de mil novecentos e cinqüenta e quatro na casa do senhor Lourenço e Dona Antonia, numa fria manhã de inverno ouviu-se um choro de um bebê.
- È uma menina, dizia a parteira!
- É mais uma menina, dizia a vizinha!
Aquele choro manso daquela criança não surpreendeu muito a vizinhança. Pudera!!! Era a décima primeira filha daquele casal que ao final teve doze filhos - cinco meninos e sete meninas.
Assim nasceu Eliana Alves de Souza, filha de Lourenço Izídio Alves e Antonia Lopes Alves , na cidade de Itapetinga – Bahia.
Seus pais eram naturais de Bom Conselho (PE), cidade em que nasceram a maioria de seus irmãos. No entanto, seu Lourenço desejou mudar de Estado e resolveu tentar a sorte em Itapetinga onde nasceu seus quatro últimos rebentos, todos do sexo feminino.
Aquela menina, miúda e sempre muito tímida, cresceu acostumada com a casa cheia de irmãos mais velhos e cercada de muita gente.
Sua mãe era costureira, sempre muito atarefada com as encomendas e afazeres domésticos, por isso, eram suas irmãs que cuidavam de Eliana, que lhe davam banho e lhe chamavam de Lia ou às vezes de pinguinho do i.
- Vêm cá, pinguinho do i, tomar banho!
Lia, desde pequenina, gostava de fingir que estava lendo para imitar seus irmãos, começou a ler muito cedo e até hoje gosta muito de ler.
Seu Lourenço não quis ficar na Bahia e resolveu mudar-se para o Espírito Santo com toda sua famíla. E foi no município de São João do Sobrado, no Espírito Santo, que Eliana foi à escola pela primeira vez e fez o curso primário.
Mas, seus pais, não gostaram daquele pequeno município porque não oferecia muitas perspectivas de vida para tantos filhos e mais uma vez resolveram arrumar as malas e dessa vez partiram para uma “cidade grande”, Belo horizonte, capital de Minas Gerais.
- Daqui eu só saio para o cemitério, assim mesmo carregado, dizia seu Lourenço.
E foi em Belo Horizonte que Eliana foi crescendo, fez o colegial e o segundo grau, casou-se e tornou-se mãe de quatro filhos. Graduou-se em Letras porque tem uma longa história de amor com a literatura e hoje é professora, coisa que ela faz com grande prazer.
Mas essa história não termina aqui, há uma longa trajetória ainda pela frente e muitas linhas dessa folha para ser preenchida.
ASSIM ESPERO!!!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A frase e sua organização - Tp2
Abertura:
Texto "Parceria" de Stela M. REzende - Leitura e realização das atividades
Abordagens unid.6:
. A frase
- a frase éuma unidade de sentido;
- o contexto cria a condição para que uma ou mais palavras se transformem em frase.
- as dimensões semântica, sintática e pragmática atuam simultaneamente para determinar o significado.
. O período e a oração
- a frase pode ou não ser organizada em torno de verbo.
- a frase nominal e a frase verbal
- o período simples e o composto
. As várias possibilidades de organizção da frase e do período
- só o contexto pode definir o melhor organização da frase e do período;
- oferecer aos alunos as mais diversas situações de uso da língua para que se apropiem dos mais diferentes tipos de organização de frases.
. Estudo do "Ampliando nossas referências" e realização das questões em grupo.
. Orientação para o "Avançando na prática" - pag.51
Texto "Parceria" de Stela M. REzende - Leitura e realização das atividades
Abordagens unid.6:
. A frase
- a frase éuma unidade de sentido;
- o contexto cria a condição para que uma ou mais palavras se transformem em frase.
- as dimensões semântica, sintática e pragmática atuam simultaneamente para determinar o significado.
. O período e a oração
- a frase pode ou não ser organizada em torno de verbo.
- a frase nominal e a frase verbal
- o período simples e o composto
. As várias possibilidades de organizção da frase e do período
- só o contexto pode definir o melhor organização da frase e do período;
- oferecer aos alunos as mais diversas situações de uso da língua para que se apropiem dos mais diferentes tipos de organização de frases.
. Estudo do "Ampliando nossas referências" e realização das questões em grupo.
. Orientação para o "Avançando na prática" - pag.51
sábado, 19 de setembro de 2009
A cigarra, a formiga e a monotonia - Danuza Leão
Coisas faladas, escritas e vividas repetem-se, previsivelmente
As pessoas nascem cigarra ou formiga, e nunca vão mudar, até o último dia de vida. As cigarras são simpáticas, alegres, adoráveis, generosas, e que ninguém pense em dividir uma conta de bar quando estão numa mesa. Nem por hipótese uma cigarra vai deixar de pagar a despesa. É mais forte que elas.
Coisa boa é viajar em companhia de uma cigarra. Além de esbanjarem em compras e presentes - régios - para os amigos, as notas de cem dólares parecem que se multiplicam em suas mãos. Elas usam e abusam dos cartões de crédito, e com tal displicência que se tem - aliás, elas têm - a impressão de que a conta nunca vai chegar. Detalhe: se você tiver esquecido a carteira no hotel, a cigarra te empresta 300 dólares, e nunca vai se lembrar de cobrar. Mas quando precisar pedir algum dinheiro a você, que sejam 100 ou 10 mil, vai se esquecer de pagar. Faz parte do personagem.
Ser cigarra na vida não tem nada a ver com ser rico ou pobre; é um estado de espírito, uma atitude, e o prazer de gastar o dinheiro - que têm ou não - até o último centavo. Como são encantadoras as cigarras! Tudo para elas é fácil; dão um pré-datado sem pensar duas vezes - aliás, nem duas nem uma - e têm essa qualidade deliciosa, que é a ausência total de preocupação. Nunca falam de dinheiro, e são convictas de que ele sempre pinta.
Não existe nada mais agradável do que conviver com as cigarras. Elas são leves, bem-humoradas, alegres, otimistas e acham que no fim tudo dá certo. Quando você entrar numa sala e quiser saber quem é cigarra e quem é formiga, basta procurar quem tem o vinco entre as sobrancelhas.
Cigarras não franzem a testa jamais. Já as formigas passam a vida pensando no futuro; se vão ter um teto para morar quando ficarem velhas, de que vão viver, e por aí vai. O grande sonho de uma formiga é o da casa própria, e uma vez o teto comprado, e integralmente pago, começa a pensar no dos outros: o dos filhos, o dos netos, o dos amigos.
Uma formiga não joga nada fora, e nem comida ela deixa no prato - não pode, com tanta gente passando fome no mundo. Mesmo tendo dinheiro no banco, nunca têm nenhum no bolso - para não cair na tentação de tomar um sorvete ou uma água de coco sem sede, só pelo prazer - como se uma formiga pudesse correr esse risco.
No restaurante, na hora de escolher, as formigas olham sempre para os preços, sugerem dividir, já que nunca estão com fome - quando estão pagando - e nunca pedem o prato mais caro. As cigarras riem das formigas: que são avaras, seguras, que dinheiro para elas é mais importante do que os afetos, as amizades, o amor - o que nem sempre é verdade. São injustas, as cigarras. Mas como já dizia La Fontaine, um dia elas precisam de ajuda. Cantaram a vida inteira, o inverno chegou rigoroso, e só têm uma pessoa para quem apelar: a formiga. Aquela de quem falaram mal a vida inteira.
Quem não viu esse filme?
Moral da história: tudo que acontece é uma tal repetição de coisas faladas, escritas e vividas, que o mundo chega a ser monótono de tão previsível.
As pessoas nascem cigarra ou formiga, e nunca vão mudar, até o último dia de vida. As cigarras são simpáticas, alegres, adoráveis, generosas, e que ninguém pense em dividir uma conta de bar quando estão numa mesa. Nem por hipótese uma cigarra vai deixar de pagar a despesa. É mais forte que elas.
Coisa boa é viajar em companhia de uma cigarra. Além de esbanjarem em compras e presentes - régios - para os amigos, as notas de cem dólares parecem que se multiplicam em suas mãos. Elas usam e abusam dos cartões de crédito, e com tal displicência que se tem - aliás, elas têm - a impressão de que a conta nunca vai chegar. Detalhe: se você tiver esquecido a carteira no hotel, a cigarra te empresta 300 dólares, e nunca vai se lembrar de cobrar. Mas quando precisar pedir algum dinheiro a você, que sejam 100 ou 10 mil, vai se esquecer de pagar. Faz parte do personagem.
Ser cigarra na vida não tem nada a ver com ser rico ou pobre; é um estado de espírito, uma atitude, e o prazer de gastar o dinheiro - que têm ou não - até o último centavo. Como são encantadoras as cigarras! Tudo para elas é fácil; dão um pré-datado sem pensar duas vezes - aliás, nem duas nem uma - e têm essa qualidade deliciosa, que é a ausência total de preocupação. Nunca falam de dinheiro, e são convictas de que ele sempre pinta.
Não existe nada mais agradável do que conviver com as cigarras. Elas são leves, bem-humoradas, alegres, otimistas e acham que no fim tudo dá certo. Quando você entrar numa sala e quiser saber quem é cigarra e quem é formiga, basta procurar quem tem o vinco entre as sobrancelhas.
Cigarras não franzem a testa jamais. Já as formigas passam a vida pensando no futuro; se vão ter um teto para morar quando ficarem velhas, de que vão viver, e por aí vai. O grande sonho de uma formiga é o da casa própria, e uma vez o teto comprado, e integralmente pago, começa a pensar no dos outros: o dos filhos, o dos netos, o dos amigos.
Uma formiga não joga nada fora, e nem comida ela deixa no prato - não pode, com tanta gente passando fome no mundo. Mesmo tendo dinheiro no banco, nunca têm nenhum no bolso - para não cair na tentação de tomar um sorvete ou uma água de coco sem sede, só pelo prazer - como se uma formiga pudesse correr esse risco.
No restaurante, na hora de escolher, as formigas olham sempre para os preços, sugerem dividir, já que nunca estão com fome - quando estão pagando - e nunca pedem o prato mais caro. As cigarras riem das formigas: que são avaras, seguras, que dinheiro para elas é mais importante do que os afetos, as amizades, o amor - o que nem sempre é verdade. São injustas, as cigarras. Mas como já dizia La Fontaine, um dia elas precisam de ajuda. Cantaram a vida inteira, o inverno chegou rigoroso, e só têm uma pessoa para quem apelar: a formiga. Aquela de quem falaram mal a vida inteira.
Quem não viu esse filme?
Moral da história: tudo que acontece é uma tal repetição de coisas faladas, escritas e vividas, que o mundo chega a ser monótono de tão previsível.
sábado, 12 de setembro de 2009
Memorial de leitor
MEMORIAL DE LEITOR
(...) “desde cedo, então as histórias e as canções de ninar são as primeiras palavras que ouvimos. As histórias, as rimas de berço vão encadeando sentidos e significados. Com elas conhecemos a nós mesmos e outros. Descobrimos quem somos e em que mundo de cultura estamos inseridos. Todos nós precisamos de histórias e canções para viver plenamente.” Bartolomeu de C. Queiroz
Venho de uma família numerosa, de doze irmãos. Minha mãe era costureira e meu pai comerciante em um pequeno município do Estado do Espírito Santo. Eles, apesar de terem freqüentado pouquíssimo a escola, tinham uma linguagem bastante correta.
A aquisição da linguagem escrita e dos saberes da escola sempre foram importantes para minha família e minha mãe mesmo com todos aqueles afazeres da casa e as encomendas de costura, tinha como razão primeira, a entrada de todos os seus filhos na escola.
Minhas irmãs mais velhas traziam da escola todas as novidades aprendidas e repartiam conosco, os mais novos. Como eu era a décima primeira, meu gosto pela leitura foi despertado muito cedo e de uma forma muito natural, por isso ao entrar na escola já estava lendo.
Recordo-me da minha primeira cartilha “Upa, Cavalinho” que foi “devorada” em poucos minutos por meus olhos curiosos para pouco depois se tornar desinteressante por que era muito repetitiva: upa , upa, cavalinho! Cavalinho upa!
Mas, só descobri o verdadeiro sabor da leitura quando ao passar alguns dias em casa de minha irmã mais velha, que já estava casada, deparei-me com uma coleção de mini livros de histórias infantis, dentre elas “ O Lobo Mau”, Chapeuzinho Vermelho”, “Os três Porquinhos” que me deixaram maravilhada. Li todos em uma semana.
A leitura se firmava como fator de minha ligação com um mundo novo, desconhecido. E lia, lia e lia muito. Meu pai, percebendo essa queda pela leitura, pedia-me muitas vezes para ler para ele trechos da Bíblia, o que eu fazia com prazer, embora na época não entendia o conteúdo bíblico.
No meu curso primário, como era então chamado, a leitura nem sempre era muito prazerosa. Os livros didáticos eram enfadonhos e maçantes e a leitura obrigatória não me agradava. No entanto, passei a ler algumas revistas muito divulgadas na época e que eram de minhas irmãs- as famosas fotonovelas - “Capricho”, “Contigo”.
No curso ginasial não tivemos muito incentivo para ler, me recordo do ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis cuja leitura foi para mim como um castigo porque além de ler para “fazer prova”, o assunto não me atraiu nem me agradou. No entanto, nessa mesma época, meu irmão, que estava fazendo uma faculdade, adquiriu uma coleção de romances de José de Alencar e a esses li com avidez porque gostei daquele estilo romântico, cheio de descrições lindíssimas com tanta riqueza de detalhes desse grande escritor brasileiro. Li “A viuvinha”, “A mão e a luva”, “Iaiá Garcia”, “ Cinco minutos” dentre outros.
Esse gosto acentuado pela literatura é que me fez escolher o curso de Letras quando desejei fazer uma faculdade, já casada, mãe de dois filhos e grávida de outro. Na faculdade li muito e leio até hoje. Para mim, a leitura é algo natural como qualquer outra coisa, porém muito prazerosa. Sei, no entanto, que meu processo de leitura ainda está começando... tenho AINDA um mundo inteiro de leituras pela frente!!!
(...) “desde cedo, então as histórias e as canções de ninar são as primeiras palavras que ouvimos. As histórias, as rimas de berço vão encadeando sentidos e significados. Com elas conhecemos a nós mesmos e outros. Descobrimos quem somos e em que mundo de cultura estamos inseridos. Todos nós precisamos de histórias e canções para viver plenamente.” Bartolomeu de C. Queiroz
Venho de uma família numerosa, de doze irmãos. Minha mãe era costureira e meu pai comerciante em um pequeno município do Estado do Espírito Santo. Eles, apesar de terem freqüentado pouquíssimo a escola, tinham uma linguagem bastante correta.
A aquisição da linguagem escrita e dos saberes da escola sempre foram importantes para minha família e minha mãe mesmo com todos aqueles afazeres da casa e as encomendas de costura, tinha como razão primeira, a entrada de todos os seus filhos na escola.
Minhas irmãs mais velhas traziam da escola todas as novidades aprendidas e repartiam conosco, os mais novos. Como eu era a décima primeira, meu gosto pela leitura foi despertado muito cedo e de uma forma muito natural, por isso ao entrar na escola já estava lendo.
Recordo-me da minha primeira cartilha “Upa, Cavalinho” que foi “devorada” em poucos minutos por meus olhos curiosos para pouco depois se tornar desinteressante por que era muito repetitiva: upa , upa, cavalinho! Cavalinho upa!
Mas, só descobri o verdadeiro sabor da leitura quando ao passar alguns dias em casa de minha irmã mais velha, que já estava casada, deparei-me com uma coleção de mini livros de histórias infantis, dentre elas “ O Lobo Mau”, Chapeuzinho Vermelho”, “Os três Porquinhos” que me deixaram maravilhada. Li todos em uma semana.
A leitura se firmava como fator de minha ligação com um mundo novo, desconhecido. E lia, lia e lia muito. Meu pai, percebendo essa queda pela leitura, pedia-me muitas vezes para ler para ele trechos da Bíblia, o que eu fazia com prazer, embora na época não entendia o conteúdo bíblico.
No meu curso primário, como era então chamado, a leitura nem sempre era muito prazerosa. Os livros didáticos eram enfadonhos e maçantes e a leitura obrigatória não me agradava. No entanto, passei a ler algumas revistas muito divulgadas na época e que eram de minhas irmãs- as famosas fotonovelas - “Capricho”, “Contigo”.
No curso ginasial não tivemos muito incentivo para ler, me recordo do ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis cuja leitura foi para mim como um castigo porque além de ler para “fazer prova”, o assunto não me atraiu nem me agradou. No entanto, nessa mesma época, meu irmão, que estava fazendo uma faculdade, adquiriu uma coleção de romances de José de Alencar e a esses li com avidez porque gostei daquele estilo romântico, cheio de descrições lindíssimas com tanta riqueza de detalhes desse grande escritor brasileiro. Li “A viuvinha”, “A mão e a luva”, “Iaiá Garcia”, “ Cinco minutos” dentre outros.
Esse gosto acentuado pela literatura é que me fez escolher o curso de Letras quando desejei fazer uma faculdade, já casada, mãe de dois filhos e grávida de outro. Na faculdade li muito e leio até hoje. Para mim, a leitura é algo natural como qualquer outra coisa, porém muito prazerosa. Sei, no entanto, que meu processo de leitura ainda está começando... tenho AINDA um mundo inteiro de leituras pela frente!!!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Gramática e seus vários sentidos - Tp2
Abertura:
Texto "Osarta" de Lígia Fagundes Teles e "A tinta de escrever" de Millôr Fernandes
Leitura/ Reflexões e realização das questões sobre os textos lidos.
Abordagens Unid.5:
. Concepções de gramática > a interna, a descritiva e a normativa
. A gramática interna e o ensino produtivo:
- a gramática interna está no texto oral ou escrito de todo falante;
- no ensino aprendizagem da lingua é fundamental a consideração dessa gramática que deve ser ampliada e aprimorada;
. A gramática descritiva e o ensino reflexivo:
- observar,analisar e tirar conclusões sobre os usos da língua;
- o ensino reflexivo deve apoiar-se na gramática internalizada dos alunos;
. A gramática normativa e o ensino prescritivo:
- é também descritiva, mas seu foco é exclusivamente o estudo das regras da norma culta.
- privilegia as realizações escritas, literárias e formais;
- considera a língua como bloco único desconsiderando o contexto, situação de interação;
. As dimensões semântica, sintática e pragmática do texto.
- o contexto é decisivo para a produção de significado.
. Orientação para o "Avançando na prática" pag.30
Texto "Osarta" de Lígia Fagundes Teles e "A tinta de escrever" de Millôr Fernandes
Leitura/ Reflexões e realização das questões sobre os textos lidos.
Abordagens Unid.5:
. Concepções de gramática > a interna, a descritiva e a normativa
. A gramática interna e o ensino produtivo:
- a gramática interna está no texto oral ou escrito de todo falante;
- no ensino aprendizagem da lingua é fundamental a consideração dessa gramática que deve ser ampliada e aprimorada;
. A gramática descritiva e o ensino reflexivo:
- observar,analisar e tirar conclusões sobre os usos da língua;
- o ensino reflexivo deve apoiar-se na gramática internalizada dos alunos;
. A gramática normativa e o ensino prescritivo:
- é também descritiva, mas seu foco é exclusivamente o estudo das regras da norma culta.
- privilegia as realizações escritas, literárias e formais;
- considera a língua como bloco único desconsiderando o contexto, situação de interação;
. As dimensões semântica, sintática e pragmática do texto.
- o contexto é decisivo para a produção de significado.
. Orientação para o "Avançando na prática" pag.30
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